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VÍDEO: idosos fazem sucesso na internet ao recriar dancinhas da Seleção no interior de SP
 Idosos fazem sucesso na internet ao recriar dancinhas da Seleção no interior de SP
Moradores do Lar dos Velhinhos, em Campinas (SP), estão fazendo sucesso nas redes sociais ao recriar as comemorações de jogadores da Seleção Brasileira.
Em um vídeo publicado no Instagram, os idosos reproduzem com muito bom humor as famosas dancinhas de atletas como Vini Jr., Raphinha e Paquetá (assista acima).
⚽ A brincadeira segue uma tendência popular da internet, em que pessoas de diferentes idades imitam os passos usados pelos jogadores para comemorar gols.
idosos fazem sucesso na internet ao recriar dancinhas da Seleção
Jéssica Rossi Bueno/Lar do Velhinhos de Campinas
Bastidores
A ideia surgiu entre os próprios funcionários da instituição. Enquanto a equipe técnica ensinou e ensaiou os movimentos com os moradores, o setor de comunicação ficou responsável pela gravação e edição do vídeo.
As imagens foram registradas no dia da abertura da Copa do Mundo. Para entrar no clima, o salão recebeu decoração com bandeiras do Brasil, e os idosos vestiram roupas nas cores verde e amarela.
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Segundo a analista de comunicação e marketing da instituição, Jéssica Bueno, os moradores não conheciam a tendência da internet, mas sabiam quem eram os jogadores. Como gostam de futebol, aceitaram participar da brincadeira com entusiasmo.
Para ela, um dos momentos mais marcantes foi a participação do senhor Walter, que imitou o atacante Raphinha.
“A gravação inteira foi muito divertida, mas o senhor Walter fazendo o Raphinha foi especial. Ele pediu para ensaiar algumas vezes e, depois de gravar, quis assistir ao vídeo antes mesmo da edição”, relembra.
O objetivo da ação é adaptar os conteúdos da internet para a realidade da instituição. "Nossa equipe está sempre de olho nas trends e adaptando para os idosos participarem também e se sentirem inseridos no mundo digital", completa Jéssica.
Festa dos aniversariantes de junho com o tema de Copa do Mundo no Lar do Velinhos de Campinas
Jéssica Rossi Bueno/Lar do Velhinhos de Campinas
Mais de um século de história
Fundado em 1905, o Lar dos Velhinhos de Campinas é uma instituição sem fins lucrativos que acolhe idosos em situação de vulnerabilidade social.
Com uma área de 70 mil metros quadrados, o espaço é mantido por doações da comunidade, empresas parceiras e voluntários.
O local adotou o nome atual em 1972 e, desde a fundação, não possui vínculos religiosos ou partidários.
*Estagiária sob supervisão de Gabriella Ramos.
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Agressão no aeroporto: quais são os direitos do trabalhador? Cabe indenização? Quem será responsabilizado?
 Passageira agride 4 funcionárias da Latam no Aeroporto de Guarulhos após discussão
O que começou como um atendimento de rotina terminou em cenas de violência. Na madrugada de terça-feira (16), uma passageira partiu para a agressão física depois de se irritar com o atendimento prestado por funcionárias da Latam no Aeroporto Internacional de Guarulhos.
Imagens gravadas no terminal mostram o momento em que a mulher invade a área do balcão e desfere socos contra uma trabalhadora. Outras três funcionárias que tentaram conter a situação também foram agredidas.
As imagens repercutiram nas redes sociais e trouxeram dúvidas: O que acontece quando um funcionário é agredido durante o trabalho? A violência pode ser considerada acidente de trabalho? A vítima tem direito a indenização?
Segundo a advogada trabalhista Juliana Mendonça, especialista em Direito e Processo do Trabalho, e sócia do Lara Martins Advogados, a legislação brasileira prevê que uma agressão sofrida durante o exercício da atividade profissional pode gerar consequências trabalhistas, previdenciárias e indenizatórias.
Além disso, episódios de violência praticados por clientes, passageiros ou terceiros podem gerar efeitos nas esferas cível e criminal, dependendo das circunstâncias do caso, completa Marcel Cordeiro, sócio da área de Direito Trabalhista e Previdenciário do escritório Miguel Neto Advogados.
"A responsabilidade principal costuma recair sobre o agressor, mas isso não impede a análise de eventuais deveres da empresa relacionados à prevenção de riscos e à proteção dos trabalhadores", afirma.
Passageira agride quatro funcionárias da Latam no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.
Reprodução/Redes Sociais
O que a empresa deve fazer
Durante muito tempo, se a violência partia de alguém sem vínculo com a empresa, a responsabilidade seria exclusivamente da pessoa. Segundo Juliana Mendonça, essa interpretação vem mudando.
A especialista explica que a Convenção 190 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) estabelece o direito de todo trabalhador a um ambiente livre de violência e assédio. Isso inclui situações em que a agressão é praticada por terceiros.
Segundo a advogada, a legislação de segurança e saúde ocupacional também avançou nessa direção. A Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que trata do gerenciamento de riscos ocupacionais, passou a exigir que as empresas identifiquem e gerenciem riscos psicossociais relacionados ao trabalho, incluindo situações de violência e assédio.
As primeiras horas após um episódio de violência costumam ser decisivas para proteger o trabalhador e preservar provas. Segundo a advogada, a prioridade deve ser garantir assistência à vítima. Isso inclui atendimento médico imediato e, quando necessário, apoio psicológico.
A empresa também deve preservar imagens de câmeras de segurança, registrar o ocorrido internamente, identificar testemunhas e colaborar com as autoridades responsáveis pela investigação. Em ambientes com equipes de segurança, a orientação é agir rapidamente para conter a situação e identificar o agressor.
Outro dever relevante é a emissão da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT).
"A CAT é fundamental para garantir o reconhecimento dos direitos previdenciários do trabalhador. Deixar de emitir esse documento pode gerar prejuízos tanto para a empresa quanto para a vítima", afirma.
Marcel Cordeiro ressalta que a emissão da CAT deve ocorrer até o primeiro dia útil seguinte ao episódio, quando houver caracterização de acidente de trabalho. Além do registro formal, a empresa deve adotar medidas voltadas à saúde e à segurança do trabalhador, incluindo o encaminhamento para atendimento médico e psicológico quando necessário.
"Também poderia haver responsabilização se, após o episódio, a empresa deixar de prestar suporte mínimo ao trabalhador", afirma.
Gif mostra paciente agredindo profissional da saúde
Reprodução
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Quem responde pelos danos?
Segundo Juliana Mendonça, a responsabilidade da agressora não exclui automaticamente a possibilidade de responsabilização da empresa.
"A agressora pode responder na esfera criminal, especialmente por lesão corporal, se comprovada ofensa à integridade física ou à saúde das vítimas (...) as trabalhadoras também podem buscar reparação civil, incluindo danos morais, danos materiais e despesas médicas eventualmente comprovadas", diz Marcel Cordeiro.
Ao mesmo tempo, a Justiça do Trabalho pode analisar se houve falha da empresa no dever de proteção aos seus empregados. Os especialistas explicam que determinadas atividades expõem trabalhadores a situações previsíveis de conflito.
🔎 É o caso de aeroportos durante atrasos e cancelamentos de voos, hospitais em momentos de superlotação, serviços bancários e transporte coletivo, entre outros.
Nessas situações, a análise costuma considerar diversos fatores.
Havia equipes de segurança disponíveis?
Os funcionários receberam treinamento adequado?
Existiam protocolos para situações de crise?
A empresa já tinha conhecimento de riscos semelhantes?
Segundo Juliana, essas questões são decisivas para avaliar eventual responsabilidade do empregador. "A responsabilidade do agressor não exclui automaticamente a da empresa (...) pode haver responsabilidade compartilhada", afirma.
Quando a empresa pode ser considerada corresponsável
De acordo com os especialistas, algumas situações costumam atrair a atenção da Justiça do Trabalho.
Uma delas ocorre quando a empresa tinha conhecimento de um risco previsível e não adotou medidas adequadas para reduzi-lo.
Outra hipótese envolve atividades que, por sua natureza, expõem trabalhadores a situações frequentes de tensão.
Também são analisados casos em que empregados foram colocados em situação de vulnerabilidade ou quando havia histórico de ocorrências semelhantes sem providências efetivas.
Segundo Juliana Mendonça, a análise não se limita à agressão em si, mas considera toda a estrutura de proteção oferecida ao trabalhador.
Marcel Cordeiro faz uma avaliação semelhante. Segundo ele, a violência praticada por terceiros não gera responsabilidade automática do empregador.
🔎 De acordo com o advogado, isso pode ocorrer quando há histórico de situações semelhantes, ausência de protocolos mínimos de segurança, falta de treinamento das equipes, demora injustificada na intervenção ou manutenção do trabalhador em situação de risco evitável.
🔎 Também pode haver questionamentos caso a empresa deixe de prestar suporte adequado após o episódio, não registre corretamente a ocorrência ou não adote medidas voltadas à preservação da saúde física e psicológica dos empregados.
Ou seja, a agressão praticada por terceiros não gera responsabilidade automática da empresa, mas não afasta eventual responsabilização diante de omissão ou falha no dever de proteção.
O que pode acontecer no caso da Latam
Na avaliação dos especialistas, ainda é cedo para concluir se há responsabilidade da companhia aérea pelo episódio. Essa definição dependerá da análise dos fatos, das provas e das circunstâncias do atendimento. Um ponto específico, porém, pode ganhar relevância.
A própria Latam informou que as agressões ocorreram durante uma contingência operacional. Segundo Juliana Mendonça, esse tipo de situação tende a aumentar o estresse entre passageiros e equipes de atendimento.
"[Essa] situação que tornava previsível e esperado um ambiente de tensão elevada no balcão de atendimento", afirma.
A especialista ressalta que isso não implica responsabilização automática da companhia. Será necessário avaliar quais medidas de proteção estavam disponíveis e como a empresa atuou antes e depois do episódio.
Para Marcel Cordeiro, a análise também deverá considerar se havia mecanismos adequados de prevenção e resposta para situações de conflito.
Fatores como previsibilidade do risco, tempo de resposta e suporte oferecido às funcionárias após o ocorrido costumam ser considerados em eventuais discussões judiciais, explica o advogado.
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TV Integração/Reprodução
Indenização pode ir além dos danos físicos
Uma agressão pode gerar diferentes formas de indenização. Juliana Mendonça afirma que os danos materiais incluem despesas médicas, psicológicas, odontológicas, medicamentos e outros gastos relacionados ao tratamento.
Também podem ser pleiteados danos morais quando há sofrimento, humilhação, medo ou abalo emocional.
Marcel Cordeiro acrescenta que a reparação pode abranger diferentes tipos de prejuízo comprovado. Nos casos em que a violência deixa sequelas permanentes, podem surgir pedidos de indenização por danos estéticos. Se houver redução da capacidade de trabalho, a vítima pode pleitear pensão mensal.
"Na esfera trabalhista o trabalhador vítima pode pleitear: dano material (...), dano estético (...), além de pensão por incapacidade", afirma Juliana Mendonça.
O que o trabalhador deve fazer após sofrer uma agressão
A orientação dos especialistas é registrar boletim de ocorrência o mais rápido possível e buscar atendimento médico, mesmo que as lesões aparentem ser leves.
Também é importante guardar laudos, receitas, atestados, comprovantes de gastos e qualquer outro documento relacionado ao tratamento.
Segundo Juliana Mendonça, a vítima deve tentar identificar testemunhas, solicitar a preservação de imagens de segurança e exigir a emissão da CAT quando a agressão estiver relacionada ao trabalho.
🔎 Quanto mais provas forem reunidas, mais fácil será demonstrar a ocorrência da agressão e seus impactos.
Marcel Cordeiro ressalta que a documentação do caso é fundamental tanto para investigações criminais quanto para o reconhecimento de direitos trabalhistas e previdenciários.
No caso das funcionárias da Latam, a investigação deverá esclarecer a responsabilidade da passageira. Já eventuais discussões trabalhistas dependerão da análise das circunstâncias do atendimento e das medidas adotadas pela empresa.
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Vini Jr. é inimigo do ponto-final? Saiba por que jogador parece não terminar as frases em entrevistas
 Por que Vini Jr. é inimigo do ponto-final?
Se o jeito de falar de Vini Jr. fosse aplicado ao futebol, poderíamos dizer que ele quer prorrogação mesmo na primeira fase da Copa, quer pênaltis, quer um jogo infinito, quer o cancelamento dos “cooling breaks”, quer terminar o do Marrocos e já começar o do Haiti (por que não emendar também com o da Escócia), pois ele é: um atleta inimigo do fim.
Vários trechos de entrevistas recentes de Vini viralizaram nas redes sociais para ressaltar o curioso hábito do jogador de não dar uma entonação de ponto-final no fim das frases.
A especulação mais comum nos comentários é que isso seria uma influência da língua espanhola, já que ele mora em Madrid, na Espanha, desde julho de 2018.
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O g1 chamou o VAR, composto por linguistas especializados nas interferências entre a língua portuguesa no Brasil e a variante do espanhol de Madrid, para analisar se a hipótese faz sentido. Elas tiveram de revisar o lance algumas vezes. Vamos entender qual a conclusão abaixo.
O veredito?
👅Em resumo: O que ocorre é um fenômeno chamado de atrito linguístico.
Isso significa que passa a ocorrer uma mudança na língua materna dele (português) em função do uso constante de outro idioma (espanhol).
“No caso de Vini, esse atrito linguístico está no nível prosódico [ou seja, ritmo, velocidade, intenção e melodia da fala], em especial, na entoação”, afirma Maristela Pinto, professora-doutora da língua espanhola na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).
🎶O que é entoação? Em termos mais simples, é o “sobe e desce” da fala de alguém. Com base nessa melodia, sabemos se a pessoa está fazendo uma pergunta, se está surpresa, se está afirmando algo categoricamente etc.
Existe uma diferença grande entre esse “sobe e desce” quando o falante faz uma pergunta de “sim ou não”:
Em português brasileiro - O fim das questões é sempre “para baixo” (descendente), como se a nossa voz fosse morrendo no fim da frase.
Exemplo: “Você que fez esse bolo?”. Leia em voz alta. Perceba como a última sílaba (“lo”) fica bem mais fraquinha do que o resto da frase.
Em espanhol madrilenho - O fim dessas questões é sempre “para cima” (ascendente).
Exemplo: “¿Tú hiciste este pastel?. O “auge” da pergunta, o ponto mais alto dela, é justamente o “tel”.
“Para um nativo do português do Brasil, terminar as perguntas em espanhol é mais complicado, justamente porque o português perde força nas sílabas finais”, afirma Adriana María Ramos Oliveira, professora do Instituto Cervantes de São Paulo e do CEFET/RJ.
“Se aplicar a mesma dinâmica [de ‘descer’ no fim da questão’] em Madrid, vai ficar sem resposta. Não vão entender que é uma pergunta", completa ela, que é especialista na fonética e na fonologia espanholas em contraste com o português do Brasil.
➡️O que Vini vai além desse “engano”: ele emprega a entoação típica de perguntas em Madrid e a aplica em absolutamente qualquer frase afirmativa em português.
“Como ele está terminando as frases ‘subindo’, soa estranho e com essa sensação de não conclusão do pensamento, de não fim da frase, rotulada de forma brincalhona como ‘inimigo do ponto-final’”, diz Maristela, da UFFRJ.
Está tudo bem, Vini? Ou melhor, está tudo bem, Vini. Não é fácil usar mais de uma língua no dia a dia.
Vini Jr. em uma partida da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2026
Reprodução/Instagram
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Pais são multados em quase R$ 1 milhão por não vacinar os três filhos em SC
 Pais são multados em quase R$ 1 milhão por não vacinar os três filhos em SC
Um casal foi multado pela Justiça de Santa Catarina em quase R$ 1 milhão por não vacinarem os três filhos. A sentença estabelece o valor de R$ 500 por dia e por criança em caso de descumprimento da decisão.
A decisão foi divulgada em 26 de junho de 2024, mas o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) entrou com pedido para que a dívida começasse a ser cobrada só na última quarta-feira (10). O órgão exige que os pais sejam intimados imediatamente para pagar o valor total acumulado da multa, de R$ 936.467,64, dentro do prazo legal de 15 dias.
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O pai das crianças, Heins Hackbarth Junior, publicou um vídeo nas redes sociais sobre a situação e disse que o valor cobrado pela Justiça é “desproporcional aos rendimentos da família” (assista acima).
“Eu e minha esposa identificamos que a vacinação se tornou uma ameaça à segurança e à vida do nosso filho mais velho e nós não queremos pagar para ver se a vacinação também vai se tornar uma ameaça para a segurança e para a vida dos nossos outros dois filhos”, diz o homem em um dos trechos da publicação.
A ação foi movida pelo MPSC em fevereiro de 2024 na comarca de Ituporanga, no Vale do Itajaí, após órgãos de fiscalização constatarem que as cadernetas de saúde das três crianças estavam completamente em branco, sem registro de nenhuma vacina (entenda abaixo).
💉🔎 O Brasil conta com um dos maiores e mais completos programas públicos de vacinação do mundo: o Programa Nacional de Imunizações (PNI). Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece gratuitamente mais de 20 tipos de vacinas que protegem contra doenças como poliomielite, sarampo, coqueluche, meningite, febre amarela, HPV, influenza e Covid-19.
Entenda o condenação
A ação foi movida pelo MPSC após órgãos de fiscalização constatarem que as cadernetas de saúde das três crianças estavam completamente em branco, sem registro de nenhuma vacina.
Na defesa, os pais alegaram que decidiram interromper as vacinações depois que um dos filhos, atualmente com 9 anos, apresentou uma reação severa aos 6 meses de vida e quase morreu.
Os responsáveis afirmam que a criança apresentou febre alta e fraqueza extrema e, por isso, decidiram suspender as doses seguintes do imunizante e o plano vacinal dos outros dois filhos mais novos.
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A Justiça determinou, então, a realização de uma perícia médica conduzida por uma especialista em alergologia e imunologia. O laudo técnico apontou que o episódio sofrido pelo bebê não foi uma reação alérgica grave (anafilaxia), mas um Episódio Hipotônico-Hiporresponsivo (EHH) — evento adverso raro, de curta duração, que não deixa sequelas neurológicas e não impede a continuidade do calendário vacinal.
No processo, a médica perita ressaltou que os benefícios globais e individuais da imunização superam os riscos e que não há qualquer evidência científica ou contraindicação médica que justifique a privação do plano vacinal para nenhuma das três crianças.
Em nota enviada ao g1, o pai destacou que a multa é desproporcional ao rendimento mensal da família e que a situação a coloca "em situação de extrema vulnerabilidade, com vários direitos negligenciados, entre eles, a liberdade de consciência, o direito de recusa, o poder familiar e o direito da livre escolha do médico de confiança".
Pais são multados em quase R$ 1 milhão por não vacinar os três filhos em SC
Redes sociais/Reprodução
Acúmulo da multa chega a quase R$ 1 milhão
Na sentença, na qual o g1 teve acesso, o juiz Eduardo Felipe Nardelli reforçou que a vacinação infantil é obrigatória no Brasil, conforme estipulado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e pela Constituição Federal.
O magistrado destacou que o direito à saúde e à vida protetiva dos filhos menores possui "absoluta prioridade", sobrepondo-se ao poder familiar e à liberdade de convicção ou planejamento dos pais.
O casal foi condenado a regularizar as vacinas em 45 dias, sob pena de multa diária. Os réus chegaram a recorrer ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), mas a decisão de primeira instância foi mantida.
💸 Pelo descumprimento contínuo e prolongado da ordem judicial, a penalidade diária — estipulada em R$ 500,00 por dia e por criança — acumulou o valor de R$ 312.155,88 por filho.
Caso o pagamento não seja feito voluntariamente no tempo proposto, o MPSC pediu a aplicação de uma nova multa de 10% sobre o valor total e o início de medidas para confiscar os bens do casal - incluindo o bloqueio de contas bancnoárias e o recolhimento de patrimônio para quitar o que devem.
Por precaução e segurança, o juiz também determinou que, quando os pais levarem o filho mais velho ao posto de saúde para atualizar o esquema de vacinação, a vacina pentavalente comum seja obrigatoriamente trocada pela vacina DTPa (acelular).
Essa mudança foi ordenada porque a criança já apresentou sensibilidade à vacina anterior, e a nova versão garante a proteção do menino sem correr novos riscos.
Saúde reforça a importância da vacinação
A recomendação da Secretária de Estado da Saúde (SES) é que todos verifiquem a caderneta de vacinação e busquem a unidade de saúde mais próxima para atualizar as doses em atraso.
A vacinação é gratuita e está disponível em todas as unidades de saúde.
“A imunização é uma das estratégias mais eficazes e seguras para prevenir surtos, internações e mortes causadas por doenças infecciosas. Além da proteção individual, as vacinas contribuem para a imunidade coletiva, protegendo inclusive pessoas que não podem ser vacinadas, como imunossuprimidos”, destacou Arieli Fialho, gerente de Imunização da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) de SC.
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Ataque de drones atinge refinaria em Moscou; Kiev também sofre bombardeio
 Fumaça densa é vista em Moscou nesta quinta-feira (18) após ataques.
Redes Sociais / Reprodução via Reuters
Um ataque de drones ucranianos atingiu a refinaria de petróleo de Moscou nesta quinta-feira (18). Esse é o segundo ataque da semana que atinge o local. Kiev também foi atingida por mísseis disparados pela Rússia, um dia após o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, articular apoio ao país na cúpula do G7, que ocorreu na França.
Segundo a Rússia, o sistema de defesa aéreo destruiu 555 drones pelo país. Na região de Moscou, o prefeito da cidade, Sergei Sobyanin, relatou ter abatido 180 drones.
Na terça-feira (16), a refinaria foi alvo de um ataque que causou danos generalizados nas instalações de energia russas. Está previsto que o país, o terceiro maior produtor de petróleo do mundo e um grande exportador de combustível, deve importar combustível neste mês para conter os impactos da crise de escassez de gasolina, de acordo com fontes do setor.
Foto fornecida pelo canal oficial no Telegram do governador da região de Moscou, Andrei Vorobyev, mostra bombeiros apagando o fogo de um carro em chamas após um ataque de drone ucraniano nos arredores da capital.
Reprodução via AP
Além da refinaria, um edifício residencial, uma instalação industrial e algumas casas foram danificadas no ataque, informou o governo. Os impactos se estenderam para o tráfego aéreo da capital, com o principal aeroporto tendo suas operações temporariamente suspensa e pessoas evacuadas.
Em paralelo, a capital da Ucrânia foi alvo de mísseis balísticos russos, relataram as autoridades municipais de Kiev. Alertas de ataque aéreo foram emitidos para a maior parte do território da Ucrânia.
Autoridades na cidade de Sumy, no nordeste da Ucrânia, disseram que uma pessoa foi morta em um ataque de drone.
No início desta semana, um grande ataque contra a cidade matou 10 pessoas e provocou um grave incêndio e destruiu parte da Lavra de Kyiv-Pechersk, um dos mosteiros cristãos mais antigos e importantes do país, localizado na capital. A Rússia negou ter atingido o mosteiro.
Ataque russo destrói telhado de mosteiro patrimônio histórico pela UNESCO em Kiev
Zelensky articula no G7
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que os líderes do G7 discutiram aplicar novas sanções contra a Rússia durante seu encontro com ele nesta terça-feira (16) e que demonstraram seu apoio à adesão da Ucrânia à União Europeia.
Zelensky se reuniu com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump; o presidente da França, Emmanuel Macron; o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer; a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni; o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney; o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz; e a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi; além do Presidente do Conselho Europeu, António Costa, e a Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
A reunião ocorreu a portas fechadas, mas um diplomata francês que não quis se identificar afirmou à agência de notícias Reuters que os líderes do G7 concordaram que a dinâmica no campo de batalha agora favorece a Ucrânia e se comprometeram a fornecer a Kiev mais recursos de defesa aérea.
"Houve unanimidade entre todos os líderes do G7 de que a Rússia não está vencendo a guerra e precisa fazer um acordo o mais rápido possível. O G7 discutiu sanções aos setores de energia, bancário e militar da Rússia", contou Zelensky em entrevista à Reuters, acrescentando que voltou a pressionar os aliados pela adesão de seu país à União Europeia: "A Ucrânia precisa de soluções criativas para entrar rapidamente na UE ou a Rússia encontrará maneiras de impedir a admissão".
Questionado por jornalistas, Trump disse que a reunião havia sido "muito boa" e que a Rússia deveria fazer um acordo de paz com a Ucrânia, acrescentando que faria o possível para acabar com a guerra.
Volodymyr Zelensky e Donald Trump em conversa durante a cúpula do g7
X / Reprodução
Em um post na rede social X, com imagens do começo do encontro, Zelensky afirmou que os EUA concordaram em fornecer suporte e detalhou:
"As prioridades estão claras: mais mísseis de defesa aérea - junto com licenças para produzi-los -, pacote de apoio ao inverno e intensificação da pressão sobre a Rússia. (...) É fundamental que tudo o que foi discutido seja implementado. A Rússia deve aprender que sua guerra nunca será normalizada".
Na madrugada desta quinta-feira, o ministro da defesa alemão, Boris Pistorius, disse que o país vai financiar um quatro do pacote de armas dos EUA com 200 milhões de euros.
*Com informações da Reuters.
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